Na prática

Vistoria de imóvel, obra ou sinistro: fotos com GPS, data e hora que não se discutem

Atualizado em · Equipe Prova Protegida

Resposta curta

Para uma foto de vistoria não ser discutida, ela precisa provar quando e onde foi feita e que não foi editada. Isso exige mais que a data no canto da imagem: GPS com a precisão medida no momento da captura, data e hora registradas por um servidor, vídeo percorrendo o local na mesma sessão, hash SHA-256 de cada arquivo e os originais guardados sem compressão.

Onde a foto comum falha

  • A data no canto faz parte da imagem e pode ser alterada, assim como a data do arquivo.
  • Fotos enviadas por WhatsApp chegam recomprimidas e sem os metadados de GPS.
  • Fotos soltas não mostram a sequência: é fácil alegar que foram tiradas em outro dia ou em outro imóvel.
  • Com edição por IA, até detalhes como manchas e rachaduras podem ser inventados ou apagados — veja fotos e vídeos na era da IA.

Casos em que isso decide a discussão

  • Locação: a Lei do Inquilinato prevê a descrição do estado do imóvel na entrega (Lei 8.245/1991, art. 22, V) e obriga o locatário a devolvê-lo como recebeu, salvo o desgaste normal (art. 23, III). Vistoria de entrada e de saída bem documentada encerra a briga sobre pintura e reparos.
  • Obras: medição, etapa concluída, vício construtivo e dano a vizinho.
  • Seguros e sinistros: estado do bem, extensão do dano e local do evento.
  • Entregas e logística: condição da mercadoria no recebimento.

Como a coleta em campo funciona na Prova Protegida

  1. No celular, crie uma nova coleta e escolha Fotografar ou filmar.
  2. A coleta só libera quando o GPS atinge a precisão mínima; permissão, conexão segura e leituras do sistema são conferidas antes de começar.
  3. O vídeo grava enquanto você fotografa: cada foto entra com resolução, coordenada e precisão do GPS no momento da captura.
  4. Revise vídeo e fotos, descarte o que não serve ou regrave. Ao confirmar, a coleta é lacrada.
  5. Cada arquivo recebe hash SHA-256, e o relatório técnico sai com local, data, hora e QR de verificação.

O relatório técnico é a coleta documentada. O laudo pericial, com análise e conclusões (art. 473 do CPC), continua sendo do profissional que o assina — a ferramenta dá a ele material verificável.

Perguntas frequentes

A coordenada do GPS pode ser falsificada?

Existem aplicativos que simulam localização. Por isso a coleta registra também a precisão medida, as leituras do sistema e o vídeo do local na mesma sessão — elementos que, juntos, tornam a simulação muito mais difícil de sustentar.

Preciso de internet no local?

A coleta registra data, hora e hash no servidor, por isso a conexão é necessária para concluir o envio.

Serve para vistoria de entrada e saída de imóvel alugado?

Sim. Faça uma coleta na entrada e outra na saída, percorrendo os mesmos cômodos. A comparação entre as duas, com datas e local registrados, é a base da discussão sobre reparos.